Desvendando os mistérios da dor: chikungunya e dor nas juntas

dor e chycEm 2014, a Organização Mundial da Saúde alertou sobre mais da metade da população das Américas estarem em risco de desenvolver doenças causadas por insetos pequenos. E eles estavam mais do que certos.

http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=9436

O aumento do número de casos de dengue, chikungunya e zika abriram os olhos para o descontrole destas doenças no Brasil. Cada uma delas tem suas particularidades dolorosas, mas em especial, a chikungunya é um grande mistério no que se diz respeito a persistência da dor. Vamos juntar tudo e não jogar nada fora para desvendar os mistérios da dor.

O impacto da dor na chikungunya tem sido mais que curioso. Os pacientes tem se queixado de dores persistentes nas juntas (articulações), com o nome bonito de poliartralgia (dor em várias articulações). E ninguém sabe porque a dor não melhora. E ninguém sabe porque o inchaço não vai embora. Não tem nada de reumático, simpático e animador, pelo menos até o momento.

Para os amantes de estudos científicos, um dos primeiros relatos de dor nas articulações após o contato com o virus da chikungunya foi no final dos anos 90, de um paciente alemão que visitou a área do pacífico sul. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10412359

Mas, porque será que a dor não melhora? Poucos estudos observaram a persistência da dor, acreditando na hipótese de um fator inflamatório, mecânico e imunológico para explicar as dores, porém em menos de 10% dos casos.

Clique para acessar o pntd.0003603.pdf

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21751641

http://journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371/journal.pntd.0002137

O amanhã, não se sabe sobre o que fazer para o controle da dor. Portanto, se a dor não melhora, vamos lançar mão do que já fazemos: avaliar e escolher a melhor conduta possível. Se remédio não faz efeito, quem sabe os meios físicos e exercícios não podem ajudar? Isso já é feito em vários tratamentos de outras poliartralgias.

Não espere para ver o que acontece não. Vá a luta pelo alivio de sua dor. Passe a raquete elétrica no Aedes pra ontem!

Artur Padão – Dorterapeuta

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