Como lidar com a dor, “hein” atleta?

dor e esporAtletas de alto rendimento, amadores, de fim de semana, atletas de wii, pseudo atletas e quem pratica exercícios físicos sente dor. Isso é um fato consumado e está mais do que inserido no contexto do esporte. Engano seu em achar que a dor no atleta significa lesão. Se fosse assim, os atletas não seriam atletas, seriam lesões ambulantes.

Praticar e treinar com dor é algo aceitável na vida de um atleta. É como se o treino só fizesse sentido com alguma dorzinha no corpo. E ao longo do tempo, o atleta vai desenvolvendo maiores habilidades em lidar com a dor (nem todos), tolerar a dor e para entender quando está ou não machucado. Caso contrário, é bem provável que perca rendimento no esporte e deixe de lado a sua prática. “Não sabe brincar, não desce pro play”.

Lidar com a dor é como lidar com as pessoas no dia a dia, ou talvez com aquela(o) gatinha(o) que você anda flertando a sua maneira. Lidar com a dor é entender o que ela significa pra você, meu caro atleta. Alguns exemplos podem ajudar isso na prática:

1. O atleta que fica dependente da dor para treinar ou se superar, acaba usando isso como seu seu combustível. Mas, lembre-se que combustíveis podem ser adulterados e a dor pode indicar lesão.

2. Já o atleta que odeia sentir dor, só treina sem dor. Pois, quando está com dor, perde rendimento, faz o clássico “migué ou cera” comportamental e reclama o tempo todo. Não necessariamente é de propósito!

3. O mais complexo é quando a dor é um caos na vida. Tem altos e baixos, acaba treinando de acordo com a intensidade da dor. Mantém um comportamento “8 ou 80” e não consegue chegar aonde se quer chegar. Está regularmente buscando tratamentos e nada é suficientemente bom.

4. O que todos sonham em ter é uma atleta que consiga lidar bem com suas dores, que ajude na hora de queimar o combustível e que seja algo tolerável a ponto de não interferir no seu rendimento. E na sua vida em geral também. Atleta não só treina: assiste TV, mexe no celular, sai com os amigos, namora, dorme, come, descansa e por ai segue.

Enfim, lidar com a dor é aceitar que suas escolhas podem ser dolorosas em muitos sentidos e contextos possíveis. Brigar com a dor é bater a cabeça na parede até realmente machucar. Isso faz parte da vida de um atleta de qualquer nível, idade, sexo, cor, tamanho, peso, tipo de esporte ou partido político.

Eu fui atleta. Treinar com dor faz parte. Boa dor, atleta!

Artur Padão – Dorterapeuta (ex. atleta dolorido)

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